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Primeiro Ministro japonês diz que o Japão permanecerá em “alerta máximo” para lidar com crise

Terça-feira 29 de março,  21:00

TÓQUIO – O primeiro-ministro Naoto Kan, disse hoje que o país estava em “alerta máximo” para manter a sua crise nuclear sob controle, mas a propagação da radiação levantou preocupações sobre a habilidade dos especialistas de estabilizar o complexo de reatores danificados.

Kan disse que o Japão estava lutando com seus piores problemas  desde a II Guerra Mundial.

“Este terremoto, tsunami e os acidentes nucleares são os maiores crises para o Japão em décadas”, disse Kan. Ele ainda disse que a crise ficou imprevisível, mas acrescentou: “a partir de agora, vamos continuar a lidar com ela em um estado de alerta máximo”

O terremoto de magnitude 9,0  em 11 de março provocou um tsunami que atingiu minutos mais tarde a região nordeste do Japão, destruindo vilas e desestabilizando o sistema de reserva na Central Nuclear de Fukushima.

A polícia informa que mais de 11.000 corpos já foram recuperados, mas o número final de mortos deverá ultrapassar 18 mil. Centenas de milhares de pessoas continuam desabrigadas, suas casas e vidas destruídas.

Perante o cenário da catástrofe  o drama na usina tem continuado com os trabalhadores em combate a incêndios, explosões, sustos de radiação e erros de cálculo pela equipe.

A usina tem tido vazamento de radiação, que acabou atingino legumes, leite in natura e água da torneira, mesmo em Tóquio. Residentes no raio de 20 quilômetros da usina foram ordenados a sair e alguns países proibiram as importações de produtos alimentares da região Fukushima.

O elemento altamente tóxico plutônio foi encontrado infiltrando no solo fora da usina, segundo a Tokyo Electric Power Co.

Autoridades de segurança disseram que o montante não representa um risco para seres humanos, mas eles disseram que a descoberta apóia a suspeita pode estar vazando água radioativa do interior dos reatores.

“A situação é muito grave”, disse o chefe de gabinete do secretário Yukio Edano a repórteres nesta terça-feira. “Estamos fazendo o possível para conter os danos.”

Uma série de erros e acidentes têm levantado questões sobre o operacional do desastre, com o governo revelando uma crescente frustração com a TEPCO.

A missão urgente para estabilizar a usina de Fukushima foi repleta de contratempos.

Os trabalhadores conseguiram na semana passada reconectar algumas partes da usina com a rede elétrica. Mas à medida que a água foi bombeada  para resfriar os reatores, eles descobriram piscinas de água contaminada em diversos lugares, incluindo locais externos dos prédios do reator.


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Artigo por em março, 29 - na categoria: Notícias.

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