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Consequencia do terremoto: estrangeiros retornando a pátria

Regressando ao Brasil
Adeus ao Japão

O terremoto e o medo da radiação nuclear provocaram uma revoada repentina de brasileiros à terra pátria. O número de telefonemas às agências de viagens e de mudanças pode ser comparado ao período da turbulência financeira, em 2.008, quando o governo concedeu o subsídio para o retorno ao país de origem.

Volume acima do esperado nas mudanças para o Brasil

Na época, como o prazo para concessão do auxílio foi extenso, as pessoas prepararam o regresso com mais tempo. Desta vez, muitos decidiram de última hora.
Os mais desesperados fizeram as malas e embarcaram na mesma semana do tsunami, ocorrida no dia 11 de março, largando carros, apartamentos e outros bens. Alguns fizeram até empréstimos no Brasil para poder alçar vôo.

“Muitos acondicionaram o básico como computador e objetos pessoais. Não se pode, porém, generalizar, pois uma parcela já estava indecisa de ir embora e vinha desfazendo da mobília”, comenta Patrícia Toyonaga, da Suzan Mudanças, de Hamamatsu.

“Infelizmente daqui algumas semanas, devem aparecer objetos ou bens abandonados”, confirma Carla Sayuri Nonaka, da Unitour World, de Tóquio. Segundo ela, havia passageiros que insistiam em querer embarcar no dia seguinte ou na semana da tragédia ocorrida. Muitas companhias aéreas, porém, têm regras e não emitem passagens para a data subsequente.

Na Suzan Mudanças, o pedido de caixas triplicou e os funcionários continuam o serviço de coleta de noite. “Só em Hamamatsu, mais de cem famílias foram embora”, estima Patrícia. A procura maior pelo serviço, porém, vem de Gunma, Saitama e de províncias vizinhas às localidades devastadas pelo tsunami.

Além da falta da compreensão exata dos noticiários sobre radioatividade, essas regiões ainda sofrem com os abalos secundários.

Na Sanshin Transportes, de Komaki, a demanda caiu em relação às três primeiras semanas após a tragédia. “Mas a procura, procedente de todo Japão, continua alta, devido à confluência de vários fatores negativos: perda do trabalho, término do seguro desemprego e aumento de folgas”, observa Midori Hirata.

O Consulado Geral de Hamamatsu também registrou um aumento de pedido de passaportes quatro vezes maior que o período normal. De 14 de março até 5 de abril , foram emitidas 1.200 unidades. Os funcionários fizeram plantão aos sábados para processar o volume maciço de solicitações. Segundo o vice-cônsul, Roberto Vivian Mascareñas, apesar de terem formado filas à frente da repartição, no período de 14 a 18 de março, foi bastante reduzido o número dos que efetivaram retornaram ao Brasil.

A corrida ao Consulado foi mais uma atitude de prudência. “A maioria despertou para a necessidade de ter seus documentos regularizados em caso de uma eventual saída”, pondera o vice-cônsul. Ele ressalva, porém, que o aumento de fluxo coincidiu também com os dias em que os brasileiros não trabalharam por culpa da paralisação das atividades nas indústrias. “Nesta semana (a partir do dia 4), as solicitações diminuíram consideravelmente, caminhando para a normalidade”, prevê.

Nas agências de passagens, as reservas também tiveram queda, havendo até alguns cancelamentos. Diferente das especulações, Carla Sayuri Nonaka, da Unitour World, destaca que, dependendo da companhia aérea, é possível conseguir passagem para a semana seguinte. Como algumas fábricas vão paralisar suas linhas por um ou mais meses, alguns aproveitam para regressar temporariamente ao Brasil, indo com o reentry. Ou mandam suas famílias de volta, ficando de sobreaviso para qualquer surpresa.


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Artigo por em abril, 6 - na categoria: Notícias.

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1 Comment for “Consequencia do terremoto: estrangeiros retornando a pátria”

  1. Será que vão deixar carros sem dono por ai novamente?
    Fora as casas e contas a ver,kkkkk.
    Esperar pra ver….

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