O risco da reforma na indústria de energia elétrica no Japão
Na semana passada, legisladores do Japão anunciaram reformas que poderiam aumentar a oferta de energia renovável para substituir os reatores nucleares. Um sistema nacional que começaria em 2012 e favoreceria investimentos de energia solar, eólica, da biomassa e outras fontes de energia verde poderiam ser aprovados pelo Parlamento em poucos dias.

"O Japão está enfrentando uma crise de energia após as catástrofes naturais que destruíram a planta Fukushima."
O Japão está enfrentando uma crise de energia após as catástrofes naturais que destruíram a planta Fukushima e balançaram a confiança do público a respeito da energia nuclear. O arquipélago também atrasou o reinício de muitos reatores, colocando o país em um contínuo “risco de black-out”, forçando-o a encarecer o preço das importações de óleo e gás.
A reforma é extremamente necessária, muitos concordam. O novo sistema vai exigir que os utilitários comprem qualquer quantidade de eletricidade gerada por fontes renováveis a taxas fixas por até 20 anos. Permitiria a preços subsidiados em diferentes tipos de energia verde, mesmo que os níveis de desconto real ainda estejam para ser discutidos e muitos resultam em demora.
Riscos, claro, não faltam. O país está em um impasse político, com os principais partidos em desacordo sobre um número bastante grande de tópicos, incluindo a eliminação da energia nuclear. Além disso, o novo regime tem de ser revisto após três anos, tornando-se difícil planejar investimentos de longo prazo por causa de temores de que a revisão poderá alterar o esquema drasticamente ou mesmo cancelá-lo.
O Japão também luta com uma peculiaridade que tornará ainda mais difícil de implementar uma dramática reforma na indústria de energia: o país tem duas redes de energia separadas.
Atualmente, a energia verde cobre cerca de 10 por cento da geração de energia total do Japão.
Source: Tokyo Times















depois da tragedia no JP e a crise mundial ta muito dificil divulgar na midia nikei