Japão deve tomar medidas para se tornar lugar ideal de sedes corporativas
A gigante Panasonic Corp. anunciou que irá transferir suas aquisições e funções de distribuição – em outras palavras, parte da sede de sua companhia – para Cingapura.
Para manter-se competitiva contra rivais como a sul- coreana Samsung Electronics Co., a Panasonic deve cortar gastos comprando material e partes à granel diminuindo o número aos tipos necessários. É uma medida racional a ser tomada por uma companhia, contudo ela também pode contribuir para um vazio na indústria doméstica.
Não há como evitar que empresas japonesas se mudem para o exterior. O mercado japonês está tendo um declínio devido à baixa taxa de natalidade e o envelhecimento da população. Caso as empresas crescerem, elas devem se focar no mercado estrangeiro, particularmente naqueles em rápido crescimento na Ásia.
No entanto, a Panasonic decidiu que vai transferir algumas partes de suas funções da sede como aquisições e distribuições, julgando que simplesmente o deslocamento das bases de produção não seriam suficientes. É uma verdade que no Japão, a distribuição envolve várias restrições, e a infaestrutura em aeroportos e portos falham em comparação à Cingapura. Transferindo o centro de distribuição da Panasonic para essa área, significantemente, cortaria gastos.
A qualidade dos componentes feitos no exterior vem melhorando. Produtos japoneses tendem a ser caros, e os consumidores geralmente reclamam que os mesmos estão fora de seus alcances. Uma mudança lógica para uma companhia, no entanto, poderia acabar sendo uma passo ruim para o Japão como um todo.
Como resultado do fluxo das corporações japonesas, a empregabilidade doméstica em fábricas caiu para 3 milhões no ano passado quando comparado ao ano de 1996. Essa tendência não continuou no desastre pós 11 de março, já que ela teve uma aceleração significante.
Muitas companhias indicaram em uma pesquisa do Ministério da Economia, Comércio e Indústria que tinham a intenção de se transferir para o exterior ou estavam considerando a possibilidade.
Isso é sem dúvida um estado problemático em questão, porém não se deve ter uma visão inteiramente pessimista. Ao invés de interpretar esses desenvolvimentos como o voo da indústria japonesa para o exterior, deve-se ver as recentes mudanças como resultado de uma oportunidade de as empresas se expandirem no estrangeiro.

Como resultado do fluxo das corporações japonesas, a empregabilidade doméstica em fábricas caiu para 3 milhões no ano passado quando comparado ao ano de 1996.
Uma medida contra a desindustrialização é necessária, mas não se pode obrigar as companhias japonesas a manter suas sedes em território nipônico. Uma desregulamentação no mercado japonês e uma elevação na transparência e acessibilidade são necessárias. Além disso, deve-se reduzir o custo da atividade corporativa, e drasticamente diminuir os impostos a níveis vistos nos nossos rivais asiáticos.
Uma solução para isso seria o Acordo Transpacífico (TPP). Alguns discutem que o TPP, eventualmente, poderia contribuir para a desindustrialização do Japão, porém o acordo, na verdade, serviria para reinjetar algum dinamismo na economia japonesa aumentando as importações e exportações. O arquipélago japonês deveria se tornar um mebro desse acordo o mais rápido possível.
A desindustrialização é um problema na Europa e na América do Norte, mas essas regiões ainda possuem um afluxo de moedas estrangeiras. Enquanto isso, o Japão está tendo uma experiência somente de ida, um fluxo de saída. Deve-se implementar medidas de desindustrialização que façam o Japão um país em que ambas corporações domésticas e estrangeiras queiram instalar suas sedes.
Source: The Mainichi Daily News















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