Césio da planta de Fukushima é encontrado em todo o JP
A presença de substâncias radioativas da usina nuclear de Fukushima Daiichi foi confirmada em todas as províncias, incluindo Uruma e Okinawa, a cerca de 1,700 quilômetros da planta nuclear, segundo o ministério da ciência.
O ministério disse ter concluído que as substâncias radioativas vieram da afetada planta nuclear porque, em todos os casos, elas continham césio 134, o qual possui uma vida curta de 2 anos.
Antes do desastre de 11 de março, substâncias radioativas eram dificilmente encontradas na maioria das áreas.
Porém os resultados da pesquisa do Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia liberados no dia 25 de novembro mostraram que precipitação radioativa da planta de Fukushima espalhou-se pelo Japão. A pesquisa cobriu densidades cumulativas de substâncias radioativas na poeira que caiu nos recipientes da usina durante os quatro meses no período de março a junho.
Os números não foram disponibilizados para as províncias de Miyagi e Fukushima, onde o equipamento de medição se tornou inoperante devido ao desastre de 11 de março.
Uma estação de medição foi usada para cada uma das 45 províncias.

Antes do desastre de 11 de março, substâncias radioativas eram dificilmente encontradas na maioria das áreas.
O mais alto combinado de densidade cumulativa de césio- 134 e césio-137 foi encontrado em Hitachinaka, na província de Ibaraki, com 40,801 bequeréis por metro quadrado. Este combinado foi seguido pelos 22,570 bequeréis por metro quadrado em Yamagata, a capital da província de Yamagata, e 17,354 bequeréis por metro quadrado em Tokyo Shinjuku Ward.
O atual nível de radiação no ar na província de Ibaraki está em 0.14 microsieverts por hora, equivalente a uma dose anual de aproximadamente 1 milisievert, o limite seguro para exposição sob padrões internacionais.
Grandes quantidades de poeira radioativa caíram em Tóquio, porém uma pesquisa separada detectou relativamente baixos acúmulos de césio no solo.
As densidades de precipitação radioativa foram consideravelmente mais baixas nas regiões Chugoku e Kyushu a oeste do Japão. O número mais baixo de 0.378 bequeréis por metro quadrado veio de Uto, na província de Kumamoto. A densidade em Osaka foi de 18,9 bequeréis por metro quadrado.
O valor de pico na província de Ibaraki foi 970,000 vezes maior do que a cumulativa densidade de precipitação radioativa de 0.042 bequeréis por metro quadrado no ano fiscal de 2009, encontrado em uma pesquisa nacional anterior ao início da crise em Fukushima.
Antes do acidente, o césio-137, que possui uma semi-vida mais longa de 30 anos, havia sido detectado de hora em hora a partir de testes atmosféricos nucleares. Contudo, aquelas densidades, em sua maioria, permaneceram abaixo de 1 bequerel por metro quadrado, enquanto que o césio-134, com uma semi-vida mais curta, foi raramente detectado, informaram oficiais do ministério.
Novamente em 25 de novembro, o ministério da ciência liberou mapas de medição aérea de césio radioativo da planta de Fukushima que se acumulou nas províncias de Aomori, Ishikawa, Fukui e Aichi.
Este foi o lote final das 22 províncias ao leste do Japão onde o mapeamento era para ser completado até o final deste ano.
Nenhum lugar das quatro províncias apresentou acúmulos que excedessem 10,000 bequeréis por metro quadrado, o limite para definição de uma área como sendo afetada pelo acidente nuclear. Isto reconfirmou a visão do ministério da ciência de que plumas radioativas flutuaram até o leste da margem das províncias de Gunma e Nagano e até o norte da margem de Miyagi e Iwate, informaram oficiais do ministério.
O ministério também confirmou que plumas radioativas tenderam a se direcionar para a extensão de montanhas onde elas formaram faixas de altas concentrações de césio, devido à chuva e outros fatores. A extensão de montanhas incluiu as de Ou e Iide ao longo de Yamagata e Fukushima, a de Echigo em Fukushima e Niigata, as de Shimotsuke em Fukushima e Tochigi e as de Kanto em Gunma e Nagano.
Estes modelos são mostrados em terrenos tridimensionais em um documento online em japonês liberado pelo ministério da ciência no site (http://bit.ly/unIfH0).
O ministério também disse que irá conduzir medições aéreas de acúmulo de césio no solo em regiões fora das 22 províncias, iniciando no próximo ano. Isto será feito porque pequenas quantidades de césio foram detectadas em depósitos de pó em Hokkaido e a oeste do arquipélago.
Fonte: Asahi Shinbum















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